Seleção brasileira terá jogo tenso na Colômbia pelas Eliminatórias – 09/10/2021 – Juca Kfouri


Nada como o futebol para revelar as contradições do ser humano.

Os mesmos torcedores do Palmeiras que relevam as más atuações do time, praticamente já sem chances no Campeonato Brasileiro, não perdoam o desempenho da seleção brasileira.

O fato de o time estar classificado para a final da Libertadores faz com que os resultadistas alviverdes inventem uma porção de argumentos aparentemente razoáveis, embora o mesmo resultadismo não sirva para a seleção.

Abel Ferreira é absolvido apesar de ter perdido tudo até agora na temporada e Tite é condenado, mesmo ganhando todas nas Eliminatórias —nove vitórias em nove jogos e classificação assegurada para a Copa do Mundo no Qatar.

O coração é capaz de tudo, até de parecer racional.

“Não me cobrem coerência”, assim se comportam os palmeirenses, coisa que o crítico deve rejeitar.

Porque o comportamento da seleção em Caracas, contra a fragílima Venezuela, também foi simplesmente indesculpável.

Primeiro tempo tão ruim como o apresentado na derrota por 1 a 0, só mesmo o do Mineirão, em 2014 — 5 a 0 para a Alemanha.

No mesmo dia de França 3, Bélgica (a nova Holanda?)2, definitivamente o jogo na América do Sul não pode ser chamado de futebol como no continente europeu.

A começar pelo fato de só os venezuelanos terem feito mais faltas, 15, que o jogo todo pelas semifinais da Liga das Nações, 14.Em Turim, partida disputada em ritmo de Fórmula 1. Em Caracas, de corrida de carroças.

E se não é Raphinha entrar no segundo tempo, para virar para 3 a 1, com a faca entre os dentes, e disputar um lugar no avião para o Qatar, o time de Tite estaria jogando até hoje em busca de um gol.

Que horror!

O triste é não haver motivo algum para imaginar coisa melhor neste domingo (10) em Barranquilla, contra a Colômbia, em quinto lugar e com Paraguai e Peru em seus calcanhares.

Os embates entre colombianos e brasileiros têm sido tensos nos últimos tempos e a presença de Neymar colabora para acirrar os ânimos.

O craque do PSG tem motivos de sobra para guardar má memória dos encontros recentes com eles desde que Zuñiga lesionou sua terceira vértebra e o tirou da Copa no Brasil.

No ano seguinte, na Copa América, no Chile, após derrota brasileira, Neymar conseguiu ser expulso de campo depois do fim do jogo, porque, com raiva devido ao 1 a 0, chutou a bola num rival no apito final.

A vingança só veio na Rio-16, quando, em Itaquera, mesmo caçado, ele comandou a vitória por 2 a 0.

É de se esperar temperatura alta e, pior, não há por que ter expectativa de bom futebol.

Como quando joga o Palmeiras, ineficientemente retranqueiro e com jogadores capazes de render muito mais.

DRAMA NA VILA

Se o ex-santista Neymar deve passar por apuros a partir das 18h na Colômbia, os atuais santistas sofrerão ainda mais na Vila Belmiro, às 16h.

Receberão o Grêmio no clássico entre dois tricampeões continentais que juntam a fome com a vontade de comer: o Santos no último lugar antes dos quatro últimos e os gremistas os primeiros dos quatro derradeiros.

O Grêmio com um jogo a menos que o Santos e apenas dois pontos atrás, ou seja, uma vitória gaúcha e os praianos entrarão na zona do rebaixamento, a areia movediça que traga com mais facilidade grandes que pequenos, porque camisas gloriosas pesam para o fundo em tais condições.


LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar cinco acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dois × um =