Review: Cotton Reboot, o pai dos shmups “fofinhos”, chega ao Switch


Quando se pensa em “jogos de nave“, também conhecidos como “shmups” (do inglês “shoot’em ups”, literalmente algo como “atire neles”), a primeira coisa que vem à cabeça é um cenário de ficção científica, com espaçonaves avançadas usando lasers contra inimigos gigantescos que ameaçam seu planeta/sistema solar/galáxia/universo. 

Mas um gênero tão antigo (um dos primeiros jogos foi Space Invaders, de 1978) e popular certamente irá dar origem a “subgêneros” mais especializados. E um deles foi apelidado de “Cute’em ups”, jogos onde espaçonaves e monstros são substituídos por coisas mais “fofinhas”. 

publicidade

Há muitos exemplos desse gênero, como as séries Parodius e Twinbee da Konami, Fantasy Zone da Sega, ou Cotton, da Success. E é esta série, mais especificamente o primeiro jogo (Cotton: Fantastic Night Dreams, de 1991) que está chegando ao Nintendo Switch em Cotton Reboot

Cotton Reboot: vários modos de jogo para agradar tanto os fãs da franquia quanto os "novatos". Imagem: Rafael Rigues / Olhar Digital
Cotton Reboot: vários modos de jogo para agradar tanto os fãs da franquia quanto os “novatos”. Imagem: Rafael Rigues / Olhar Digital

A história de Cotton, lançado originalmente nos arcades, é um tanto absurda: o reino das fadas caiu sob a escuridão depois que monstros destruíram um prisma que garantia a chegada da manhã. Desde então, seus habitantes estão sob uma noite eterna, sem saber como fazer o dia retornar.

Desesperada, a fada Silk resolve sair para pedir ajuda e acaba encontrando a bruxinha Cotton. Ela não se importa nem um pouco com o que está acontecendo, mas tem um ponto fraco: um tipo de doce chamado Willow. E as fadas produzem o melhor Willow que há.

Então, um acordo é feito: se Cotton derrotar os oito monstros que assolam o mundo das fadas, ganhará oito Willow especiais. E se todos forem reunidos, se transformarão em um “Great Big Willow”, ainda maior e mais delicioso.

Leia mais:

Com uma motivação dessas, a bruxinha monta em sua vassoura e sai para enfrentar os inimigos, que parecem saídos de uma festa de Halloween: máscaras assombradas, criaturas aladas com um olho só, árvores monstruosas, nuvens assassinas e até mesmo a morte “em pessoa”.

Cotton Reboot contém duas versões do mesmo jogo: uma recriação da versão de Cotton: Fantastic Night Dreams para o computador japonês Sharp X68000, que é basicamente a versão doméstica do arcade, e um modo “Arrange” com novos gráficos e sons.

No modo Original, Cotton Reboot reproduz fielmente a versão para o computador Sharp X68000.  Imagem: Rafael Rigues / Olhar Digital
No modo Original, Cotton Reboot reproduz fielmente a versão para o computador Sharp X68000. Imagem: Rafael Rigues / Olhar Digital

O “modo X68000” não é emulado, mas é bem fiel ao original, com duas grandes vantagens: não vai te custar mais de R$ 1.000 (preço pelo qual uma cópia completa foi vendida recentemente no Mercado Livre) e você não vai precisar trocar disquetes no meio do jogo.

Infelizmente, faltou um capricho extra por parte dos desenvolvedores e não há opções de filtros de imagem para adicionar scanlines ou emular um antigo monitor CRT.

No modo Arrange, gráficos e som ganham um belo upgrade e há ajustes na jogabilidade.  Imagem: Rafael Rigues / Olhar Digital
No modo Arrange, gráficos e som ganham um belo upgrade e há ajustes na jogabilidade. Imagem: Rafael Rigues / Olhar Digital

Já o modo Arrange, além do upgrade visual e sonoro, tem algumas mudanças na jogabilidade: há muito mais inimigos e objetos na tela, o que deixa a ação mais “frenética”, e um novo elemento na forma de cristais.

Na versão original, eles são usados para recarregar os ataques especiais. Atire neles para mudarem de cor, com cada uma representando um tipo de mágica elemental (fogo, água, trovão, etc.). No modo Arrange eles ganham uma função extra: se você atirar em um cristal, seus tiros irão se dividir e ficar um pouco mais poderosos, o que é uma bela ajuda para derrotar os inimigos, especialmente os chefes de fase. 

Também há um modo Time Attack, típico das “caravanas” de competição japonesas. Nele, você tem 2 ou 5 minutos para fazer a maior pontuação possível. Vale lembrar que o jogo tem alguns “desbloqueáveis”, como personagens de Cotton 2: Magical Night Dreams.

Sua pontuação em Cotton Reboot pode ser registrada em um ranking global.  Imagem: Rafael Rigues / Olhar Digital
Sua pontuação em Cotton Reboot pode ser registrada em um ranking global. Imagem: Rafael Rigues / Olhar Digital

Cotton Reboot oferece um bom desafio, mas não é um jogo difícil. Há alguns elementos que o tornam mais acessível: se você morrer, continuará exatamente do local onde estava, sem ter de refazer a fase. Os continues são ilimitados, e também é possível ajustar a dificuldade e número de vidas na tela de opções. Mas cuidado: o jogo avisa que se você optar por deixar as coisas “fáceis demais” (por exemplo, 9 vidas no modo Easy) seus recordes não serão registrados no ranking global.

E falando em opções, você pode optar por duas trilhas sonoras: a original, composta para o chip de som Yamaha YM2151 do X68000, e uma versão rearranjada. Infelizmente, não dá para emular o som de módulos MIDI, como o icônico Roland MT-32, opção presente em muitos jogos do X68000.

No geral, Cotton Reboot é uma boa (e bem mais em conta) forma de curtir um clássico dos shmups, com recursos que vão agradar tanto aos veteranos quanto aos novatos no gênero. Recomendo.

Cotton Reboot está disponível em versões para Nintendo Switch, PlayStation 4 e PC. Analisamos a versão para o Switch (R$ 199,99 no Nintendo eShop), com código cedido pela fabricante, a ININ Games.

Já assistiu aos nossos novos vídeos no YouTube do Olhar Digital? Inscreva-se no canal!


Todo mês, obtenha itens exclusivos, jogos grátis,
uma assinatura gratuita na Twitch.tv e muito mais
com sua assinatura Prime.
Clique aqui para um teste gratuito de 30 dias.

Fonte: Acesse Aqui o Link da Matéria Original

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

quatro × 1 =