Clubhouse: especialista fala sobre as consequências jurídicas da rede social


O Clubhouse foi lançado ano passado e rapidamente se tornou uma das redes sociais mais usadas entre os usuários. A plataforma funciona por meio de salas de áudio e o modo que mais fez sucesso é justamente o que permite que algumas pessoas conversem, sobre um determinado tema, enquanto milhares de outras podem ouvir tudo o que está sendo apresentado.

A plataforma ganhou força ao ser usada pelo fundador da Tesla, Elon Musk, e passou a ter um forte apelo no mundo empresarial. Com isso, fica evidente uma diferença do Clubhouse para outras redes sociais. Se no Facebook, Instagram e Twitter é possível pensar se o usuário realmente quer fazer uma publicação, nas salas de áudio tudo acontece de forma instantânea e ao vivo.

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Com isso, muitas vezes os usuários podem acabar falando coisas prejudiciais, ferindo a imagem de sua empresa ou até mesmo revelando informações confidenciais. Tudo isso facilitado pela informalidade da rede social. Já que muitas vezes, apesar de ser uma conversa entre amigos, milhares de ouvintes podem estar prestes.

Consequências jurídicas do Clubhouse

O Olhar Digital conversou com Thiago do Val, Head de inovação, tecnologia e compliance, sócio da Lira Advogados sobre as consequências e cuidados jurídicos necessários na hora de usar redes sociais, principalmente o Clubhouse, ainda pouco explorado.

“Quando a pessoa está ao vivo em uma conversa nesse tipo de plataforma, de repente a discussão pode ficar mais acalorada e a pessoa precisa ter uma inteligência emocional para manter o controle, não deixar escapar nenhuma informação confidencial e coisas desse tipo”, explica o especialista.

Outro ponto ressaltado é sobre as empresas. Quando uma pessoa é exposta nas redes sociais, o local onde ela trabalha também acaba tendo sua reputação veiculada. Como é um conceito relativamente recente, os contratos de trabalho não são preparados para isso, o que pode acabar trazendo problemas jurídicos.

“Se a empresa não tiver regras claras em contrato sobre eventuais danos causados pelo comportamento do usuário nas redes sociais pode acabar sendo prejudicada”, diz Thiago que ainda completa explicando que a legislação não é muito clara em relação a esse tipo de questão.

O especialista também fala que as empresas geralmente se preocupam com esse tipo de contrato mais com os funcionários de baixo e menos com o corpo diretor. No entanto, nos últimos anos, boa parte dos problemas com a imagem em redes sociais são justamente de executivos mais desenvolvidos dentro da companhia.

“A gente fala muito sobre politicas e treinamentos dentro das empresas, principalmente entre os diretores, as vezes a gente foca na base, mas a gente está vendo casos disso acontecendo com o corpo executivo”, concluiu Thiago.

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